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Luísa Sobral derrete Casa da Música

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Luísa Sobral veio até à Casa da Música esta quarta-feira para nos apresentar “Luísa”, o seu mais recente. Um concerto que deixou tudo e todos com os sentimentos à flor da pele.

Quarta-feira, dia 8 de fevereiro, Casa da Música, Sala Suggia, nós, um palco recheado de instrumentos e candeeiros de todos os tamanhos e feitios e a ânsia de assistir ao espetáculo de Luísa Sobral.

Dentro do horário marcado, os músicos foram subindo ao palco, um a um, dirigindo-se ao seu instrumento e começando assim a tocá-los e a compor a melodia da primeira canção do alinhamento deste concerto. Quando Luísa Sobral subiu ao palco, foi recebida com aplausos acanhados, curiosos por saber o que aí vinha. Afinal de contas não e muito habitual uma entrada assim em palco.

Sem grandes demoras, ouviu-se “Learn How to Love”, e foi aqui o momento em que todos aprendemos a “amar” todo este espetáculo. Com Luísa a dirigir-se a nós durante todo o concerto, sempre descontraída e com uma boa-disposição inigualável fomos deixando-nos levar pelas melodias harmoniosas da artista e da sua banda.

Seguiu-se “On My Own” e depois um tema escrito por João Monge: “Jardim Roma”. Confessou-nos que foi a primeira vez que pediu para que lhe escrevessem uma canção para ela dar voz e assim que leu o poema não perdeu tempo e compôs logo até porque, segundo a própria”, “há letras que já têm música”. Cantou-a e encantou-nos, como se fosse dela, sentindo cada palavra que descreviam aquele “jardim”.

De mansinho atirou-nos com “As The Night Comes Along”, um tema do seu segundo disco, mas não sem antes de nos alertar que ia mostrar os seus “moves” que levaram com que fosse expulsa do ballet com apenas três anos. E o que importa? Ela sente o que canta, ela canta e faz-nos sentir, ela vibra com a música, a música vibra com ela. Se isto chega? Sem sombra de dúvidas.

Em “Janie” homenageia o pai, isto porque o pai teve medo por ela quando esta lhe disse que queria fazer da música vida e ainda para mais num projeto que era tudo menos rock. Pegou na guitarra e gracejou com o facto da correia estar larga demais. Não fazia mal, assim podia tocar mesmo à “roqueira”.

Na verdade, durante todo o espetáculo Luísa viajou por vários instrumentos, desde a guitarra clássica, ao ukelele não deixando de lado a percussão. Este à vontade, esta habilidade de tratar os instrumentos por “tu”, mostra-nos como ela consegue variar e criar um disco com sonoridades distintas como é o “Luísa”.

Se até então a noite tinha sido feita em inglês e na língua de Camões, porque não dar um saltinho a França e brindar-nos com “Je T’Adore”? De seguida, e sozinha em palco, ofereceu-nos “And So it Goes”, um tema original de Billy Joel para depois se sentar ao piano, já com a banda, e atirar-nos com “Rainbow”, fazendo-nos recuar até 2013, ano em que lançou “There’s a Flower in My Bedroom”, o seu segundo disco.

“Paspalhão” foi a canção que se seguiu e que deixou todos com um brilho nos olhos, entre sorrisinhos envergonhados pela letra da canção. Esta foi a preparação para os dois momentos seguintes que elevaram este concerto ao seu expoente máximo. Salvador Sobral, seu irmão, interpretou “Inês” e “Stormy Weather”. Foi neste segundo tema que Salvador se soltou, ignorou que estava perante uma Casa da Música mais do que composta, e atirou-nos sem pensar duas vezes com o seu vozeirão deixando-se levar pela música.

Outros temas que estiveram incluídos no alinhamento deste concerto foram “Alone” e o já tão afamado “João”. Isto antes de Luísa e Carlos Miguel Antunes ficarem os dois a sós no palco para interpretarem um tema bastante conhecido da atualidade: “Hello”, de Adele. É comum em todos os espetáculos a artista escolher uma canção que esteja em voga e dar o seu próprio cunho pessoal. Foi diferente mas estranhamente bom. Deixou-nos rendidos à capacidade que ela tem de fazer música.

Para finalizar a primeira parte do concerto, ouviu-se “My Man” e “Cupido”. Para o encore ficaram guardados “I Will Be Home With You Tonight” e “Chico”, que estava bem na pontinha da língua de todos nós e nem hesitámos em juntar as nossas vozes às de Luísa.

Tudo apontava para que o concerto tivesse terminado, mas não. Apesar das portas já terem sido abertas, de o público ter começado a sair da Sala Suggia, Luísa Sobral retorna ao palco para mais um momento doce e terno. Claro que assim que se aperceberam que isto ainda não tinha acabado, não pensaram duas vezes e apressaram o passo para ocuparem os seus lugares,

Sentada na beira do palco, com um pequeno candeeiro e iluminar-lhe o rosto, envolveu-nos nos seus braços com “Para Ti”, um tema que escreveu quando soube que estava grávida do seu primeiro filho.

Uma noite diferente, onde as emoções estiveram sempre à flor da pele e que certamente irá ficar gravado na memória de todos nós.

Para acederes à galeria completa clica aqui.


Texto: Mónica Ferreira

Fotografias: Bruno Ferreira

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