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Luis Fonsi: “Despacito” mas chegou lá!

Luis Fonsi
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Depois do Campo Pequeno, foi a vez do Pavilhão Multiusos de Gondomar receber a digressão “Love and Dace” de Luis Fonsi esta quarta-feira, dia 19 de julho.

O concerto estava agendado para as 21h30 mas, por volta das nove da noite, já havia uma fila considerável que se estendia pelas imediações do Pavilhão Multiusos de Gondomar. As pessoas não eram muitas na verdade, cerca de uma centena mais coisa menos coisa. Será que Luis Fonsi não vale o preço do bilhete? Isso era o que estávamos prestes a descobrir.

Luis Fonsi, o autor do êxito “Despacito” – que é só considerada a música do ano e não se cansa de bater recordes atrás de recordes – atuou perante um Pavilhão (que estava dividido ao meio) bastante bem composto e que até vibrou bem com as canções que foram apresentadas nesta noite de quarta-feira.

As más línguas vão dizer que continuava vazio. Parecia vazio é certo mas pelas dimensões do espaço e porque até a grande maioria das pessoas estava concentrada na frente de palco e espalhadas pelas bancadas.

Depois de uma contagem decrescente de 50 segundos, o espetáculo arrancou com “Tanto Para Nada” com Fonsi a entrar em palco envolto numa névoa. Seguiu-se “Corazon En La Maleta”, “Nada Es Para Siempre”, e mais um punhado de canções que de certa forma até estava a cativar o público.

Pelo recinto, haviam algumas pessoas com bandeiras, outras cartazes e até se pareciam conhecedoras do trabalho do porto-riquenho – se não o eram enganaram bem. Primeiro estranha-se, depois entranha-se, já dizia Fernando Pessoa e, apesar destes e outros temas nos serem desconhecidos, Luis Fonsi trouxe até terras lusas uma produção bastante bem catita – que deita muitos artistas portugueses ao charco.

Sedutor, charmoso, Fonsi tem realmente uma voz que cativa qualquer um. “Estou muito agradecido por estar aqui esta noite”, disse pela primeira vez que se dirige a nós. O cantor ainda tentou atirar-nos com alguma coisa na língua de Camões mas um pouco atrapalhado. Não faz mal, até porque está a aprender português “passito a passito”.

Durante várias vezes o público esticou os braços lá no alto e gravou vários momentos do concerto mas, sempre que o cantor se dirigia a nós, havia aqueles que gritavam por “Despacito”. Tinham que ter calma. Não pode ser chegar e dar logo.

O porto-riquenho chegou acompanhado de um corpo de bailarinos exímios que o acompanharam na maior parte dos temas onde todos dançaram e trouxe a Gondomar alguns temas do seu próximo disco.

Ao fundo do palco, havia três ecrãs que, juntamente com um jogo de luzes estruturado, deram o toque final a cada prestação. Ok, podem só conhecer lá o “Despacito” mas este senhor já conta com duas décadas de carreira e sabe muito bem o que está a fazer. Se pareceu incomodado com a quantidade de público que ali estava? Que só quisessem a musiquinha famosa? Nada disso. Sempre bem-disposto e com a meta de nos pôr a mexer com o seu pop latino.

Depois de uma troca de indumentária rápida, surge-nos em palco e para nos dar aquilo que tanto queríamos. Estranho foi ver aqueles que pediram e pediram – na verdade não se calavam com o “passito a passito” – não reconhecerem esta versão de “Despacito” que foi feita em conjunto com Justin Bieber. As pessoas optaram por não dançar e se divertir com a canção mas sim em gravar este momento. Assim que terminou, algumas pessoas começaram a dar à sola, afinal de contas já tinham ouvido aquilo que queriam (fizeram mal).

Fonsi trouxe-nos também um medley composto por algumas das suas baladas e, para contrastar, logo de seguida um outro medley com temas bastante mais animados com uma mescla de outras canções bastante conhecidas do público em geral como “Without You”, de David Guetta, e “Shut Up and Dance”, dos Walk The Moon.

Para o encore ficaram guardadas mais três canções. Abriu com “Aqui Estoy Yo” e fechou com a tão esperada versão original de “Despacito”. Durante cerca de hora e meia, Fonsi conseguiu até animar bem o público mas a verdade é que trazer um artista com apenas um hit é uma opção arriscada e que pode nem sempre correr bem. Esta noite não correu mal mas também não correu às mil maravilhas apesar de não ter havido espaço para playbacks.

Para acederes à galeria completa clica aqui.


Texto: Mónica Ferreira
Fotografias: Bruno Ferreira

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