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Lado Esquerdo, o verdadeiro “lado” da Casa da Música

Lado Esquerdo
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O Lado Esquerdo, banda portuense, rumou até à Casa da Música (Porto) para apresentar o seu primeiro disco de originais e ainda nos brindaram com algumas surpresas.

O concerto do Lado Esquerdo estava marcado para as 23h mas a essa hora as pessoas ainda faziam fila para entrar na Sala 2 da Casa da Música, no Porto. Esta que seria a sua primeira vez numa das casas mais conceituadas do país tinha tudo para correr bem e a verdade é que correu. Com um cenário bem montado, um palco composto e cheio quer de adornos quer de músicos, estávamos prestes a entrar pelo aquele que seria o melhor lado da noite: o disco homónimo.

Com alguns minutos de atraso, com uma plateia repleta de várias gerações, amigos, conhecidos e fãs, o espetáculo começou com “Destino Cretino” onde desde logo nos apercebemos que estes jovens ainda têm muito para nos dar. Com uma energia contagiante, e uma pop/rock que nos põe a gingar logo aos primeiros acordes, o concerto prosseguiu com “IV Império” e estes “miúdos” do Porto brindam-nos com dois temas novos: “Camisola Branca” e “Ser Grande” que contou com a participação especial de um coro de meninas que desempenharam muito o seu papel nas vozes ao lado de Alex, o frontman da banda. Entre estas canções ainda ouvimos “Blues do Corredor”.

Foram várias as vezes que o vocalista foi entrando e saindo de palco, momentos esses que aproveitou para mudar de indumentária ao mesmo tempo que deixava os restantes membros da banda brilharem e mostrarem ainda mais aquilo que valem.

Num “Dia & Gelo”, este concerto que para muitos podia soar “A Miragem”, depressa se mostrou que de facto a crença de que “Somos Maiores que o Céu” é um ponto assente para o quinteto que conseguiu ter uma Casa da Música mais do que bem composta.

Desengane-se quem pensa que o Lado Esquerdo se faz de uma pessoa, pelo contrário, um grupo de amigos que repartem o palco e as atenções de igual forma, unidos que formam um e apenas um lado. Assim sendo, André Alfenim, guitarrista, deu início a um despique entre o público feminino e o masculino onde cada parte teria que, respetivamente, gritar a plenos pulmões “lado” e “esquerdo”. Escusado será dizer que as meninas estavam em grande maioria e quiçá as que mais vibraram e se deixaram rendidas a todo este espetáculo.

Apesar de só agora é que estarem a lançar o seu primeiro LP, o Lado Esquerdo já existe há algum tempo e “Quero-te Agora” antecede aquela que foi a primeira canção escrita por Alex, “O Dinheiro”. Uma letra quiçá um pouco mais imatura, com o recurso ao calão que deixou um ou outro membro do público ainda meio acanhado mas não foi por isso que deixaram de acompanhar o vocalista e de se gingarem ao som deste tema.

“Qual é o melhor mês do ano?”, pergunta-nos a banda e desde logo o público entra quase que em delírio e numa só voz respondem “Julho”. Pois é, era o tema que se seguia e o single lançado no verão passado e do nada estávamos em pleno verão, a sentir o calor, a sentir as ondas, a maresia e acima de tudo a sentir o som.

Mas nem só de coisas boas se faz a vida e por isso mesmo estava na altura de irmos até aquele que é “O Pior Dia da Semana”, onde Alex percorreu todos os dias da semana em jeito de puxar pelo público até acabar na verdadeira segunda-feira. Antes de chegarmos a segunda-feira, os membros que constituem o Lado Esquerdo foram-nos apresentados através da voz de Alex que “cantou” cada um dos elementos.

Esta noite de sábado, era mesmo uma noite de sábado, com amigos, num ambiente descontraído onde não havia a possibilidade das tristezas entrarem ou até mesmo a monotonia. Estes rapazes estavam decididos a dar-nos música e animação. Se conseguiram? E de que maneira.

Para dar por encerrada a primeira parte do concerto, ouviu-se “Isso Não Quer Dizer Nada” onde tudo e todos começaram aos saltos e, segundo a vontade de Alex, fizeram a Casa tremer.

Saem de palco e o público não quer que esta noite acabe. Vamos com uma hora de espetáculo mas sabe-nos a pouco, queremos mais ritmo, queremos mais Lado Esquerdo e no meio de um “só mais uma”, a banda retorna ao palco e “Acreditar”, a quem o vocalista dedica carinhosamente ao seu avô que se encontrava na plateia logo ali na primeira fila, demos início à verdadeira reta final.

Com um “Futuro Sem Subsídio”, a verdade é que o concerto terminou “E O Sol Não Voltou”.

Depois dos agradecimentos, alguns membros da banda dirigiram-se à entrada da sala onde confraternizaram com alguns dos fãs, família e amigos, todos com um brilhozinho nos olhos porque afinal, este putos vão mexer e bem.

Para acederes à galeria completa clica aqui.


Texto: Mónica Ferreira

Fotografias: Bruno Ferreira

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