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Korn: Veni, Vidi, Vici

Korn
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Os Korn passaram pelo Campo Pequeno (Lisboa) esta quarta-feira (15) decididos a redimirem-se pelo fracasso que foi a sua última passagem por terras lusas, aquando do Rock in Rio Lisboa 2016.

O passado dia 16 de março começou bastante cedo para centenas de fãs dos Korn que circulavam pelas imediações do Campo Pequeno (Lisboa) para garantirem um belíssimo “lugar ao sol”, que é como quem diz: um lugar nas primeiras filas.

Aos poucos e poucos, o Campo Pequeno foi-se enchendo de vestes negras – dress code já habitual e quase que obrigatório dos concertos de Metal – e os Hellyeah foram a primeira banda a subir ao palco da praça de touros.

A banda amerciana de Heavy Metal, liderada por Chad Gray, deu início a esta noite com um concerto que apesar de curto, não deixou ninguém indiferente, enchendo tudo e todos de energia para as bandas que se seguiam.

Hellyeah

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Depois dos Hellyeah, chegou a vez dos Heaven Shall Burn subirem ao palco. Depois de um bom aquecimento, o público entrou num estado de êxtase levando a uma série de mosh e crowdsufring – acompanhados de bandeiras de Portugal e Açores – e ainda um monte de corajosos a entrarem em inúmeros circle pit.

Durante a introdução calma de “Endzeit”, o público preparou-se para a explosão já habitual da banda, mostrando assim que estavam mais do que prontos para receberem os Korn.

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Segue-se um pequeno intervalo para se darem os últimos retoques ao cenário, entra um objeto coberto por um pano e todos já sabiam o que era: o mítico tripé microfone desenhado por H.R. Giger que acompanha os Korn nas suas digressões pelo mundo fora. Apesar das diversas alterações na formação da banda, não deixaram de perder fãs que haviam conquistado com os seus primeiros registos e foram muitos desses que lá estavam a preencher as primeiras filas e espalhados por todo o recinto, para além de tantos outros que, quiçá, nem eram gente quando “Life is Peachy”, por exemplo, fora lançado. Contudo, não foi por isso que deixaram de incluir os Korn na sua cultura musical e lá estavam dispostos a dar tudo por tudo neste espetáculo.

Dentro da hora marcada, os Korn subiram ao palco e eis o momento da verdade: será que depois do fiasco do ano passado, a coisa vai correr melhor? Quem responder positivamente a esta questão de certeza que não esteve lá, nem soube apreciar o espetáculo. O concerto arrancou com uma pequena introdução instrumental que nos alimentava ainda mais a curiosidade para ver o que se escondia atrás daquele pano preto que cai com o arranque de “Right Now”. Parecia que tínhamos ido ao teatro mas com a esperança que todo o concerto não fosse mais uma encenação falhada (e não foi).

Com o logo da banda em tons de vermelho como pano de fundo, com um palco com dois níveis, o Campo Pequeno não parou durante um segundo do princípio ao fim e não foi sequer preciso tocar uma canção inteira para nos ter na mão. Na verdade, foi preciso estar em cima do palco, sem problemas técnicos que lhes dessem um chuto e os mandassem dali para fora, e darem-nos o que nós precisávamos: bom nu-metal.

Um com poderoso, alto e perceptível, dão-nos de bandeja “Here to Stay” com o baixista já bem perto dos seus comparsas e com Jonathan Davis, com seu kilt, a atirar-nos com um “Mais alto, não vos consigo ouvir” acompanhado de um sorriso de orelha a orelha.

Um espetáculo sem pausas, em velocidade cruzeiro com um belíssimo e irrepreensível solo de bateria de Luzier, e ainda um pequeno excerto de “We Will Rock You” dos Queen em “Coming Undone” que ficará para sempre na memória de todos os que ali estiveram de corpo e alma.

A energia brotava de todos os lados, quer fosse do palco, da plateia, das bancadas, era uma luta (boa) de energias (também boas) que atingiu um dos seus expoentes máximos quando Davis entra em palco com a gaita de foles na mão.

“Insane”, tema do seu mais recente trabalho editado em 2016, mostrou que, apesar da idade, conseguem ainda construir boas narrativas sonoras com um pouco (ou não) de novidades à mistura. Se é agradável? É música para os meus ouvidos.

Os Korn aterraram no Campo Pequeno dispostos a limpar a sua imagem pelo sucedido no Rock in Rio Lisboa 2016 – que dizem não terem culpas no cartório – e conseguiram. O público vibrou com temas antigos, como “Blind”, “Freak On a Leash” e “Falling Away” mas também com algumas das canções que compõem os seu mais recente disco, “The Serenity Of Suffering”.

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Texto e Fotografias: Bruno Ferreira

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