Os Imagine Dragons ofereceram ao NOS Alive 2017 um início de noite estrondoso que vai ficar para todo o sempre na memória dos festivaleiros.

Os Imagine Dragons antecederam os velhinhos Depeche Mode no último dia do NOS Alive 2017. À hora marcada, a banda de Los Angeles tomou de assalto o palco principal e mostrou porque é que, apesar de existirem há quase uma década e há metade é que conheceram a fama, são uma das bandas mais acarinhada pelo público em geral.

Dan Reynolds, Daniel Wayne Sermon, Daniel Platzman e Ben McKee, sabem bem o que fazem. Sabem dar um espetáculo e têm a noção que já criaram verdadeiros hinos e quiçá são os verdadeiros conhecedores da fórmula secreta para o sucesso: saber cativar o público e os fãs. Dividem-se em duas categorias a plateia que estava este sábado pelo NOS Alive porque haviam aqueles que foram até lá para os últimos cabeças de cartaz e aqueles que foram para assistir ao concerto deste quarteto e estes últimos não conseguiram ficar colados ao chão nem descolar de toda a explosão que se estava a dar mesmo ali diante dos seus olhos.

Estrearam-se neste festival há três anos e a diferença é notória: mais seguros, mais dedicados e com a entrega a nós como sempre foi. Para esta noite trouxeram-nos “Evolve”, o seu último disco editado mesmo no final do passado mês de junho mas, para agrado de muita gente, os êxitos também fizeram parte do alinhamento.

“On Top of the World” e “Radioactive” ficaram bem escondidinhos até ao final do concerto a par de “Believer”, o novo single da banda que já está tão mais badalado do que outra coisa. Durante toda a atuação não pararam nem por um minuto, puxaram-nos, cativaram-nos e Dan até se passou pelas primeiras filas abraçando ali bem de perto os fãs com as suas canções até porque estes são “pessoas fantásticas, repletas de amor e paixão”.

A paz, o amor, a igualdade, foram o mote da noite e Dan aproveitou para nos fazer uma espécie de “abre olhos”: “vivemos num mundo dividido, nós estamos divididos. Separam-nos pela raça, nacionalidade, religião, orientação sexual”. O frontman dos Imagine Dragons não fica por aqui e acrescenta: “existem terroristas que querem impedir-nos de vir a festivais de música. Conseguem acreditar nisto? Nunca irá acontecer. Não deixem que isso aconteça” – isto relacionado com os vários atentados que têm ocorrido em concertos como o mais recente de Ariana Grande.

Com tanto sucesso, tantas canções que alcançam os tops dos tops em menos de nada, desfile de êxitos em cada atuação (nesta não foi diferente), ainda conseguiram trazer ao Passeio Marítimo de Algés White Stipes num solo de guitarra completamente irrepreensível. Isto para além de vários elogios tecidos à banda que seguia, os Depeche Mode – “É uma honra partilhar o palco com uma das melhores bandas do mundo” – e de anunciarem que está para breve a digressão de apresentação do novo disco e que Portugal está na rota da banda.

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Texto: Hugo Sousa
Fotografias: Pedro Raimundo

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