A Queima das Fitas do Porto continua e, para a terceira noite, ficaram guardadas as atuações do português Dillaz e dos franceses Dub Inc.

Em 23h e o recinto ainda estava pouco povoado. Com os estudantes (e não só) espalhados pelas inúmeras barraquinhas, aos poucos e poucos foram rumando junto à frente do palco principal do Queimódromo para darem início a uma noite ao som do hip hop de revolta de Dillaz e sua crew.

Veio com cerca de meia hora de atraso mas assim que pisou o palco juntamente com os seus companheiros, foi um tal ligar o turbo até porque estava prometida uma viagem por alguns dos discos do rapper português.

“Puta ou Levas Bem”, abriu as hostilidades desta segunda-feira (8) e com o lema “Paga Pra Ver”, Dillaz quis fazer de cada um de nós o verdadeiro “Protagonista” deste concerto. Sempre a puxar por nós, “A Sonhar Nesta Vida”, o português e companhia colocaram “Pedras no meu Sapato” para se reverem num “Reflexo” que viria “Melhorar com o Tempo”.

Nesta altura o público da Queima das Fitas do Porto já estava mais centrado junto ao palco. Apesar de um “Estou Bem”, a verdade é que eram muitos aqueles que estavam aqui de propósito para assistir ao espetáculo de Dillaz.

Aqui não houve um “Caminho Errado”, esta era a certeza das primeiras filas que tinham as canções todas na ponta da língua, assim como o rapper que gritou a plenos pulmões pelo Porto (cidade) que ecoou por todo o recinto na voz dos fãs.

“Querida Já Não Dá”, depois do hit “Agarra Que É Ladrão”, Dillaz só pedia que “Não Sejas Agressiva” – outra que conseguiu elevar o apreço do público ao seu expoente máximo para nos dar “Falas de Má Língua”.

Estamos no Porto “carago” e o que o público da Invicta pede é “Cria Atividade”, que é como quem diz “põe-nos a mexer que nós tratamos do resto e fazemos uma perninha de coro”.

A atuação do rapper terminou com “Saudade” – algo que deixou certamente aos fãs ainda mais um pouco afincadamente visto que não houve lugar para o já tão habitual encore.

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Depois de uma breve pausa, estava na altura dos embaixadores do reggae francês entrarem em palco, os Dub In. Naturais de Saint-Étienne deram início ao espetáculo provocando uma verdadeira “Revolution” no Queimódromo.

Num jogo “Dos a Dos”, tiveram uma conversa cantada connosco num “mano a mano” ou não tivesse o público a língua francesa bem apurada.

Apesar de nos dizerem que o melhor era “fugir” (“Better Run”), o que não queríamos era desaparecer nem que este concerto terminasse tão cedo.

Os franceses fizeram do recinto uma “Crazy Island” de onde surgia do meio do público várias “fumarolas” – A “Maria Joana” não podia faltar à festa, não é?!

Aqui não havia nenhum “Murderer”, nem nenhum “Rude Boy”, apenas e só no alinhamento que fora escolhido para esta noite. “They Want” proporcionar-nos bons momentos, com boa música e emanar as “positive vibes” características do reggae.

A primeira parte do espetáculo dos Dub Inc terminou com “Fils de” e com um Queimódromo a proclamar e propagar a paz e o amor. O encore iniciou com “Tout Ce Qu’Ils Veunent” até porque “No Matter” o que possam dizer, as sonoridades do duo francês “Sounds Good”.

De dia para dia tem-se notado um aumento significativo de público e o Queimódromo tem sido um verdadeiro salão de baile.

A Queima das Fitas do Porto 2017 prosseguiu esta terça-feira com o já habitual Cortejo Académico durante a tarde, e à noite com os concertos de 4 Mens e o afamado padrinho da malta estudantil, Quim Barreiros.

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Texto: Mónica Ferreira

Fotografias: Bruno Ferreira

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