Os Epica passaram pelo Porto, quarta-feira com “The Ultimate Principle Tour Europe”. A Sala 1 do Hard Club estava cheio de gente para se deliciar com o metal sinfónico dos holandeses.

Foi ao som de “Jasmin” e com a encantadora dançarina portuguesa Mara Priscila em palco, que se deu inicio a uma noite mágica na sala 1 do Hard Club.

Os Tunisinos Myrath tem ao longo dos tempos conseguido angariar muitos fãs em terras lusas e a prova disso foi como foram recebidos nesta noite por uma já muito bem composta sala.

Temas como “Believer” e “Merciless Times” foram entoados juntamente com o simpático vocalista Zaher, que comunicou várias vezes em português com o público.

Uma atuação que apesar de curta englobou todos os elementos da sonoridade dos Myrath, os seus refrões orelhudos,escalas arábicas, deixando assim ao púbico uma grande vontade de os voltar a receber.

Seguiu-se Anneke e os “seus” VUUR que provocaram a surpresa da noite, não porque o público desconhecesse-se a carreira de Anneke mas pela forma coesa e intensa com que se apresentaram em palco.

A simpática e sempre sorridente vocalista Anneke está numa forma vocal fabulosa, encantou o Porto com esta sua nova abordagem mais progressiva, mais pesada mas sem perder a melodia com que nos habituou.

“My Champion-Berlin”,“Days go By-London “ são um bom exemplo que as músicas dos holandeses VUUR funcionam muito melhor ao vivo do que em estúdio, a paixão e energia com que as tocam conseguiram sem muita dificuldade convencer o público português.

Houve ainda tempo para um regresso ao passado com “Strange Machines” dos The Gathering que acabou por ser um dos momentos mais emotivos da sua atuação e talvez da noite.

Se antes com a atuação dos VUUR o público já estava bastante animado, com a entrada dos Epica em palco a fasquia do espetáculo subiu consideravelmente tanto a nível de som como de luzes.

Sem muitas surpresas “Eidola” e “Edge of The Blade” serviram de mote para inicio de uma atuação segura ,sem quaisquer falhas e com uma voz irrepreensível da graciosa Simone Simons.

O sucesso dos Epica passa também pelos seus concertos, carregados de jogos de luzes magníficos, temas interpretados na perfeição como uma verdadeira “ máquina” se tratasse.

Não faltaram temas como “Cry for the Moon”, “Sancta Terra” e o explosivo “Consign To Oblivion” a fechar com um público completamente rendido ao metal sinfónico dos holandeses.

Mesmo com algumas recentes passagens dos Epica por Portugal, a sala 1 do Hard Club estava completamente cheia e o público correspondeu sempre de forma efusiva durante toda a atuação da banda.

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Texto: Miguel Vieira
Fotografias: Bruno Ferreira

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