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GUIdance 2018: Da história dos corpos emergem os futuros da dança

GUIdance
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Espetáculos, estreias, masterclasses, sessões nas escolas, conversas e debates compõem o cartaz da 8ª edição do GUIdance, que se realiza de 1 a 10 de fevereiro em Guimarães.

Este GUIdance terá corpos novos a dançar, comandados por um olhar ancestral de práticas acumuladas que passaram de geração em geração. E também corpos mais velhos que se continuam a desafiar em palco à procura do que ainda não encontraram, ou seja, do novo. Assente no elenco apresentado, a mostra desenhada para esta edição lança-nos uma interrogação.

A inaugurar a 8ª edição do GUIdance, Wayne McGregor decidiu mergulhar fundo na combinação do seu ADN para criar “Autobiography”. Um espetáculo em que parte de uma busca à mais notável tecnologia existente, o seu corpo, para lançar possibilidades que apontem à construção de futuros. Depois da apresentação de “Atomos” em 2016, abre o GUIdance com aquela que tem sido considerada a sua obra mais íntima e ousada.

O festival arranca para uma viagem tão completa e híbrida quanto desejável, comandada por todas as possibilidades que o jogo da criação nos permite. Assim o faz Vera Mantero em “O Limpo e o Sujo”, no dia 2 de fevereiro. Corpos “educados e deseducados” atravessados por informação acumulada procuram um novo lugar. É no mesmo sentido que Joana von Mayer Trindade & Hugo Calhim Cristóvão trabalham em “Da insaciabilidade no caso ou ao mesmo tempo um milagre”, partindo de Almada Negreiro.

A primeira semana de espetáculos fecha com Rui Horta a ler do individual para o coletivo, ao orientar uma massa de corpos como que dizendo que a partir da matéria identificada se pode gerar um resultado desconhecido.

A segunda parte do GUIdance abre a 07 de fevereiro com a reposição de “Vespa”. Um solo, interpretado pelo próprio. Uma peça sobre uma cabeça a explodir, sobre o que nem sequer falhámos porque nos coibimos de cumprir. Após 30 anos de ausência dos palcos, o coreógrafo e bailarino português dança existência fora, projetando num plano infinito a ideia do eterno começo.

Os bilhetes já se encontram à venda nas bilheteiras do CCVF, do CIAJG e da Casa da Memória de Guimarães, bem como nas Lojas Fnac e El Corte Inglés, e via online em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt.

A peça de Patricia Apergi, “Cementary”, é uma espécie de fuga à distopia continuada por Marlene Monteiro Freitas em “Jaguar”, onde o futuro já é uma realidade. “Cementary”. Neste espetáculo, continua a indagar sobre um tópico central na sua obra, o labirinto urbano. Foca-se agora na cidade como lugar de caos. O “Jaguar”, com a colaboração de Andreas Merk, irrompe palco dentro no dia seguinte.

No dia 10, encontramos “Titans” de Euripides Laskaridis com todo o poder que o lugar da ficção nos reserva. Nesta peça Euripides Laskaridis trabalha em estreita colaboração com o figurinista Angelos Mendis e cria um cenário apocalíptico para explorar a perseverança da humanidade diante do desconhecido.

A 11 de fevereiro voltamos àquilo que a dança em si transporta: a relação entre o ser humano. A companhia belga Peeping Tom visita novamente o CCVF, desta vez para encerrar o GUIdance com “Vader” (Pai), a primeira parte desta trilogia em torno da família. “Vader” reflete sobre a decadência, o vazio, a indiferença e a fúria a que estamos sujeitos quando a vitalidade nos abandona, socorrendo-se de algum humor.

As habituais atividades paralelas juntam-se ao cartaz principal para aproximar público, artistas, escolas e pensadores, afirmando o GUIdance como um importante acontecimento artístico no calendário de inverno. As masterclasses com as companhias Wayne McGregor e Peeping Tom, conversas pós-espetáculo com os artistas, debates moderados pela jornalista Cláudia Galhós e sessões que levarão Joana von Mayer Trindade e Rui Horta às escolas do concelho de Guimarães. O meeting point do festival, após os espetáculos, tem lugar marcado no Café Concerto.

O preço dos bilhetes varia entre os 10,00€ e os 3,50€ e há ainda a possibilidade de adquirir diferentes assinaturas para o festival. Os alunos que frequentam Escolas de Artes Performativas têm um preço especial de 4,00€ nos espetáculos. O programa completo do GUIdance pode ser consultado em www.ccvf.pt.

PROGRAMA

QUINTA 1 fevereiro

CCVF / Grande Auditório | 21h30
Autobiography [estreia nacional] Company Wayne McGregor

SEXTA 2 fevereiro

CCVF / pequeno auditório | 21h30
O Limpo e o Sujo
Vera Mantero

SÁBADO 3 fevereiro

ciajg / BLACK BOX | 18H30
Da insaciabilidade no caso ou ao mesmo tempo um milagre
Joana von Mayer Trindade & Hugo Calhim Cristovão

CCVF / Grande Auditório | 21h30
Humanário [estreia absoluta] Rui Horta

QUARTA 7 fevereiro

ciajg / BLACK BOX | 21h30
Vespa [reposição] Rui Horta

QUINTA 8 fevereiro

CCVF / Grande Auditório | 21h30
Cementary [estreia nacional] Aerites Dance Company / Patricia Apergi

SEXTA 9 fevereiro

CCVF / pequeno auditório | 21H30
Jaguar
Marlene Monteiro Freitas com a colaboração de Andreas Merk

SÁBADO 10 fevereiro

ciajg / BLACK BOX | 18H30
Titans [estreia nacional] Euripides Laskaridis

CCVF / Grande Auditório | 21h30
Vader
Peeping Tom

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