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GNR: Mais uma moeda mais uma grande voltinha

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Os GNR encerraram as comemorações dos 35 anos de carreira com um concerto no Coliseu do Porto este sábado. Uma noite diferente, com um bilhete para uma viajem no tempo.

A noite (suportavelmente fria das ruas do Porto) é muito bem-vinda ao passado dos GNR. O cenário não é de pecado, nem queimado, é com um “muito obrigado” que Rui Reininho faz soar o primeiro grande aplauso do Coliseu do Porto.

Toli Cesar Machado e Jorge Romão, ambos na frente do palco, lado a lado da voz principal, desenrolam-se com atitudes distintas (apesar de ambos se apresentarem com um chapéu) mas com uma devoção plena nesta celebração “em casa”.

Decorridas as primeiras dezenas de minutos de concerto, será possível, no meio da multidão de fãs e simpatizantes dos GNR, ficarmos verdadeiramente sós por um instante? É. Rui Reininho e Rita Redshoes ficaram, e até dançaram: luzes contidas, azuis e uma voz feminina que deixou clara a atividade recente de Toli e dos seus companheiros.
Diz Reininho que “Asas são como casas” e de clássico em clássico o público mergulha em palmas embaladas pelo violino de Ianina Khmelik.

O público estava satisfeito, mas os pés ainda frios. Então é melhor deixar entrar Javier Andreu e cantar uma das mais marcantes canções do grupo, “Sangue Oculto”. A cumplicidade com o convidado é total, Rui Reininho despede-se do mesmo com dois beijos, e declara: “a seguir vai para casa do primo Casilhas”.

Isabel Silvestre é a convidada a quem “só falta a condecoração” (diz Reininho), mas afinal o que importa é o coração que por tantas emoções já passou “no palco do Coliseu, e no Dragão” (Isabel Silvestre). Não é preciso esforço, a pronúncia do Norte é intrínseca às vozes do palco e da plateia do Coliseu.

Era já noite cerrada, cantou-se a “Morte ao Sol”, mas ele renasce por entre as “Dunas”. Aqui acontece o que todos já sabem. Toli de acordeão, Reininho já nem precisa de cantar… o público aceita os encores que a banda quiser fazer, mesmo que “infernais”, e com um convidado a cantar não em brasileiro, mas em espanhol e bem acompanhado com uma harmónica (sê bem vindo de novo Javier), no tema “Inferno”.

É certo que a noite era de comemoração e de nostalgia, no entanto, as ultimas palavras do espetáculo teriam obrigação de trazer eternidade: mais vale sempre, e não, “mais vale nunca”. Tarefa para as crianças que vieram compor um pequeno coro infantil em palco a anteceder uma vénia sentida e merecedora de aplausos das gentes da invicta. Parabéns GNR, agora é a vez dos mais novos.

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Para acederes à galeria completa clica aqui.


Texto: Glória Cabral

Fotografias: Simão Barbosa

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