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Festival de Cinema Luso-Brasileiro arranca com “Elis”

Elis
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Este domingo, dia 4, arrancou a edição comemorativa dos 20 anos do Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira. “Elis” foi o motor de arranque do festival e contou com a presença do realizador, Hugo Prata, e ainda Andréia Horta que dá vida a Elis Regina.

A sessão de abertura da 20ª edição do Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira contou com casa esgotada, com diversos convidados ilustres como os cinco vereadores da cultura, os dois presidentes de câmara desde que o festival foi criado, algures em 1997.

O Auditório da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira virou sala de cinema para acolher a estreia na Europa de “Elis”, a cinebiografia de Elis Regina realizada por Hugo Prata e protagonizada por Andréia Horta. Foi com este filme que o realizador brasileiro, conhecido pelo seu longo percurso na realização de videoclips, se estreou nos cinemas.

O auditório estava a rebentar pelas costuras e ainda haviam pessoas à porta com a esperança de alguém ter desistido à última hora e assim terem um lugar para assistir ao arranque do festival. A organização, e devido à elevada procura, fez os possíveis e os impossíveis para garantir mais entradas e houve mesmo quem se dispôs a ficar de pé durante todo o visionamento.

Américo Santos, fez as honras da casa e começou por nos alertar que a competição deste ano é bastante arrojada e que aposta em novos cineastas. Duas décadas é algo complicado de resumir em apenas uma edição do festival daí a criação de um programa “vintage”, que consiste numa espécie de festival dentro deste festival.

Leon Hirszman, um cineasta pouco conhecido por terras lusas até porque passou apenas em circuitos de cinematecas, é o realizador em foco e que terá em exibição algumas das obras de ficção deixando de lado a parte de documentário. Pela primeira vez, a organização criou uma programação para assinalar a obra de Nelson Rodrigues.

Hugo Prata e Andréia Horta subiram ao palco para nos situarem no tempo, e falar-nos do porquê de ser alguém que marcou a história do Brasil. Elis, uma mulher de força, persistente, que acreditava com todas as suas garras no seu talento, lutou contra o machismo, a ditadura militar que perdurou durante 20 anos no Brasil, tudo para que a mulher tivesse voz, para o artista tivesse voz e foi isso que a tornou no que foi e no que ainda é. “Elis”conta-nos a história da mítica cantora brasileira Elis Regina e começa com o tema “Como Nossos Pais” marcando assim a chegada da “pimentinha” ao Rio de Janeiro, acompanhada pelo seu pai, para gravar um disco.

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São retratados quase duas décadas de vida de Elis e em todos os momentos temos a certeza que não poderia ser outra atriz a interpretar este papel para além de Andréia Horta. Um filme que se apoia essencialmente nos sucessos musicais da cantora que marcou a mudança do Bossa Nova para o MPB (Música Popular Brasileira) deixando de lado outros dramas da sua vida. O “Arrastão”, que lhe garantiu o primeiro lugar no Festival da Canção, “Upa Neguinho”, “Madalena”, “O Bêbado e o Equilibrista”, “Falso Brilhante”, foram algumas da canções que compõem a banda sonora do filme.

Oito meses depois de entrar no mundo das drogas acabou por falecer, algo que ninguém estava à espera devido à sua curta estadia neste universo. O filme termina com “Roupa Colorida”, quiçá uma das formas de como nos lembramos de Elis, de como a música dela nos deixa: de sorriso nos lábios.

Um filme com cerca de duas horas, que retrata de forma crua alguns dos momentos mais importantes da vida e carreira de Elis. Contudo, ficaram de fora Rita Lee e Tom Jobim, por exemplo, por uma questão de guião, “é preciso ter personagens que levem a nossa história para a frente ainda por muita vontade que tenhamos de homenagear essas pessoas”, disse o realizador numa conversa informal no final do visionamento.

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Esta segunda-feira, dia 5, o festival arranca às 18h com o documentário “Super orquestra arcoverdense de ritmos americanos” de Sérgio Oliveira.

O Festival de Cinema Luso-Brasileiro decorre de 4 a 11 de dezembro no Auditório da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira (Santa Maria da Feira).

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