No âmbito do ano do cinema e do audiovisual o ICA (Instituto do Cinema e do Audiovisual), a Academia Portuguesa de Cinema e a Cinemateca Portuguesa organizaram a Festa do Cinema Português na China, que decorre entre 9 e 30 de outubro, em Pequim e em Changsha.

A cerimónia oficial de abertura deste Festival acontece a 9 de outubro, na Cinemateca Chinesa, em Pequim, na presença do Primeiro-Ministro, António Costa, e do Ministro da Cultura, Luís Castro Mendes. Será exibido o filme “Cartas da Guerra” de Ivo Ferreira, recentemente escolhido para representar Portugal nos Óscares (EUA) e nos Goya (Espanha) de 2017.

Durante os restantes dias serão exibidos filmes do cinema contemporâneo como “Os Gatos Não Têm Vertigens”, de António Pedro Vasconcelos, “Até Amanhã Camaradas”, de Joaquim Leitão e “Os Maias”, de João Botelho, entre outros.

Paralelamente haverá um ciclo dedicado aos clássicos, com longas-metragens como “Maria do Mar” (1930), de Leitão de Barros, “Canção de Lisboa” (1933) de Cottinelli Telmo e “Fado – Historia de uma Cantadeira” (1947) de Perdigão Queiroga.

O realizador Manuel de Oliveira merecerá também destaque com a exibição de algumas das suas obras mais representativas, designadamente “Aniki Bóbó”, “Singularidades de Uma Rapariga Loura”, “Douro Faina Fluvial” e “Francisca”.

No dia 10 de outubro, o Festival estende-se a Changsha, abrindo com o “Pátio das Cantigas” do realizador Leonel Vieira, que será posteriormente complementado com mais cinco longas metragens, entre as quais “Yvone Kane”, de Margarida Cardoso e “Vale Abraão”, de Manoel de Oliveira.

Para além da exibição de 28 filmes clássicos e contemporâneos os promotores do Festival organizaram encontros entre produtores portugueses e chineses assim como master classes para alunos locais que frequentam mestrados em cinema.

Com esta iniciativa a Academia Portuguesa de Cinema reforça mais uma vez uma das suas principais missões que é internacionalizar o cinema português – “aproximar o cinema português do grande público e promover o cinema nacional no mundo.”

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