De costas voltadas para o público e com os músicos do lado direito do palco, Fafá de Belém pisou pela primeira vez o palco mais emblemático da cidade do Porto. A artista marcou presença naquela que foi a segunda e última noite de concertos em Portugal. Um espetáculo de dança, emoção e aquela sonoridade amazónica que tão bem a define.

Acompanhada pela dupla de guitarrista do Pará, Manuel e Filipe Cordeiro (pai e filho), iniciou o concerto com “Volta” e, após o momento em que se vira para a plateia, o Coliseu do Porto encheu-se numa chuva de aplausos.

Se este foi um concerto feito para dançar na maior parte dos temas, foi logo com o segundo, “Asfalto Amarelo” que os movimentos ritmados tiveram início. Fafá deixou clara a felicidade que sentia em estar a atuar numa casa como aquela, “É uma alegria imensa estar pela primeira vez no Coliseu do Porto”, agradecendo ainda o carinho que o público português tem para com ela.

O concerto de ontem serviu de mote para a apresentação do seu último disco “Do Tamanho Certo Para o Meu Sorriso”. O projeto da cantora brasileira conta um pouco sobre a sua (e a nossa, também) história, sobre o olhar, é para dançar e para nos emocionarmos juntos. No fundo, “é uma viagem pela minha vida, para contar de onde eu vim”, comentou Fafá.

O clima da noite aqueceu com a brasileira sentada num pufe a interpretar o tema “Bilhete” seguido de “Pedra Sem Valor” e, mesmo esta segunda música ter na sua letra que o azar era seu, certo foi que este momento foi a sorte de quem por lá estava.

Fizeram-se ouvir temas como “Quem não te quer sou eu” e “Usei Você”. Entre trocas de roupa, de vestido vermelho cantou “Sedução” conquistando, num piscar de olhos, toda a plateia.

A euforia atingiu o nível máximo com “Abandonada”, interpretado num dueto com o público, abandonada e sozinha não ficou. O resultado foi a cantora a chorar desoladamente no palco, não dando tempo aos cépticos de ficarem indiferentes. Um manto de gente levantou-se e aplaudiu-a efusivamente em pé.

Para o fim da noite deixou os bailes “Os passa vida” e “Foi assim”. A cortina fechou-se com “Gosto da Vida” e, antes de dizer adeus ao Coliseu, quis ainda relembrar os momentos duros que os portugueses têm passado devido aos incêndios. Deixou claro que é “preciso cuidar do que é nosso” e que “as nossas matas é a riqueza maior que podemos deixar aos nossos netos”.

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Texto: Rita Pereira
Fotografias: Bruno Ferreira

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