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“Estrada Branca” cruza canções de José Afonso e Vinicius de Moraes

Estrada Branca
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“Estrada Branca” é o projeto musical que explora o legado dos dois vultos da cultura portuguesa e brasileira e tem como protagonistas José Pedro Gil e Mônica Salmaso.

José Afonso e Vinicius de Moraes: “Que pontos unem estes dois vultos navegando a mesma jangada do verbo e do tempo em terras opostas?”. Uma resposta possível está no espetáculo “Estrada Branca”, que se estreia dia 26 de maio, às 21h00, no claustro do Mosteiro São Bento da Vitória, no Porto.

O encontro musical, que conta com a colaboração de Carlos Tê e Ricardo Pais, tem como protagonistas duas vozes herdeiras deste acervo comum: José Pedro Gil – que, juntamente com Emanuel de Andrade, editou em 2015 o álbum “Outro Tempo, José Afonso” – e Mônica Salmaso, considerada uma das melhores vozes brasileiras da atualidade, que apresentou, em 2014, na Culturgest, com enorme sucesso, o seu espetáculo sobre Vinicius.

“Estrada Branca” percorre o cancioneiro destes dois compositores e celebra o caminho autónomo das canções, que, emancipando-se das autorias, atingem a perenidade com o uso dado pelas novas gerações de intérpretes, continuando o seu tráfico de ritmos, melodias, palavras, lágrimas, esperanças. Vinicius, um passageiro de um novo e luxuriante Brasil – terra espaçosa com gente de todos os lugares –, cantava a leveza do Leblon e de Ipanema, o nascimento da Bossa Nova, enquanto José Afonso, andarilho das ruínas do império português – país convertido em eterno ponto de partida –, cantava a portugalidade ensimesmada, cativa dum destino decadente, mas não rendida a esse destino.

O espetáculo contará ainda com a interpretação de Emanuel de Andrade (piano), Nelson Ayres (piano e acordeão), Teco Cardoso (flauta e saxofone), César Nogueira e Ana Filipa Serrão (violino), Joana Cipriano (viola de arco) e Nuno Abreu (violoncelo). Canção de Embalar e Os Índios da Meia Praia, de José Afonso, ou Estrada Branca, A Casa e Insensatez, de Vinicius de Moraes, são algumas das canções que constam do alinhamento do Estrada Branca, que contará com um dispositivo cénico criado por Manuel Aires Mateus.

Com produção de 3H Producões Culturais, e colaboração do TNSJ, o espetáculo é ainda apresentado no Mosteiro de São Bento da Vitória no dia 27 de maio, às 21h00. O preço dos bilhetes é de 10 euros. Após a estreia no Porto, Estrada Branca será apresentado no Centro Cultural Olga Cadaval, no dia 30 de maio (21h00), e no Teatro Municipal São Luiz, a 3 de junho (21h00)

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