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Dream Theater: Coliseu do Porto sem “Images and Words” de emoção

Dream Theater
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Os Dream Theater passaram este domingo pelo Coliseu do Porto para celebrarem junto do público português os 25 anos do lançamento do seu segundo disco, “Images and Words”.

Foi em pleno verão de 1992 que os Dream Theater lançaram o seu segundo disco de estúdio “Images and Words” e com ele a apresentação de um novo vocalista: James LaBrie. Gravado em Nova Iorque e produzido por David Prater, aquele que parecia ser um trabalho sem grande potencial acabou por se revelar um marco na carreira da banda.

Assim sendo, vieram até ao Porto celebrar o quarto de século do lançamento deste trabalho perante um Coliseu completamente esgotado. Ainda faltavam algumas horas para o espetáculo e a Rua Passos Manuel albergava filas que se estendiam quase desde os Poveiros até à Praça D. João IV, ou não quisessem os fãs garantir um bom lugar nas primeiras filas.

À hora marcada, o concerto arrancou com uma introdução instrumental – “The Colonel” -, ao mesmo tempo que a banda entrava em palco, o que deu ares a que todos começassem a entrar em êxtase e que deu o pontapé de saída para “The Dark Eternal Night”. Logo aqui ficámos a perceber que os americanos optaram por um espetáculo mais sóbrio, sem grandes adornos, optando assim por um cenário minimalista dando mais ênfase aos músicos que estavam em palco.

Depois de nos cumprimentar e de apelidar a Invicta como a sua segunda casa, LaBrie olha para o público e repara que muitas daquelas caras têm aspetos demasiado jovens o que o faz com que conclua que “nem eram nascidos quando lançámos este disco”. Verdade, verdadinha é que, independentemente da idade, eram fãs aficionados que seguiram bem de perto a carreira dos Dream Theater, recuando até aos seus primórdios.

O concerto foi dividido em duas partes e, na primeira, os Dream Theater trouxeram-nos temas que na sua grande maioria pertenciam aos seus discos mais recentes como “The Bigger Picture” – com um instrumental mais antigo, demos um saltinho a 1997 com “Hell’s Kitchen” e voltámos a 2016 com “The Gift of Music”, “Our New World”, partes integrantes de “The Astonishing”. Ainda que muitos tenham ficado reticentes com os dois primeiros temas, todas as dúvidas foram dissipadas com LaBrie a mostrar-se à altura do desafio.

Depois da belíssima prestação de todos os membros da banda, James diz-nos que estamos prestes a assistir a um grande momento onde John Myung, a quem apelida de “um dos melhores baixistas do mundo”, presta homenagem a Jaco Pastorius com uma versão de “Portrait of Tracy” que serviu de preludio a “As I Am”, onde não hesitaram em introduzir um excerto de “Enter Sandman” dos Metallica mesmo no meio da canção.

Antes de partirmos para uma curta pausa, os Dream Theater brindaram-nos com “Breaking All Illusions“, novamente cheio de momentos instrumentais mas que foram igualmente apreciados pelo o público que parecia estar já bem habituado a estas andanças.

Estava na hora de arrancarmos com a segunda parte do concerto. Depois de uma gravação de “Happy New Year 1992”, lá se continuou a festa e agora sim, estava a na altura de entrarmos em “Images And Words” com “Pull Me Under”.

Seguiu-se “Another Day” e “Take The Time”, que fora bastante aplaudida e inundada de assobios de apreço. Ambos os temas com passagens instrumentais maiores onde John Petrucci foi o protagonista.

“Surrounded” precedeu “Metropolis Pt 1: The Miracle And The Sleeper“, aquela canção que descreve, que mostra a verdadeira essência do Metal progressivo e com Mike Mangini a executar um solo de bateria perfeito.

Ouviu-se “Under a Glass Moon” e chegou a altura de acalmar um pouco. LaBrie sentou-se para nos falar um pouco da história por detrás de “Images and Words” e dos seus primeiros passos, onde se revezavam ao volante de uma carrinha que os levava de clube em clube, isto mesmo antes de eles darem o verdadeiro salto para as luzes da ribalta.

“Learning to Live” deu por encerrado o espetáculo mas não sem antes ouvirmos “Wait For Sleep” com um solo de Jordan Rudess nas teclas. Saíram de palco para voltarem decididos a tocar “A Change of Seasons” na íntegra.

Foram quase três horas de música, de espetáculo, de muitas histórias que mostrou a importância não só do disco “Images and Words” mas de toda a carreira dos Dream Theater no panorama musical do Metal progressivo.

Para acederes à galeria completa clica aqui.


Texto: Mónica Ferreira

Fotografias: Bruno Ferreira

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