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Deolinda: ‘”Outras Histórias” é a Deolinda em 2016

Deolinda
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“Outras Histórias” é o novo disco dos Deolinda e chega às lojas já esta sexta-feira, dia 19 de fevereiro. Este que é o quarto álbum de originais da banda, foi lançado em primeira mão no dia 12 de fevereiro no MEO Music.

O Palco das Artes esteve à conversa com Luís Martins dos Deolinda, em véspera de lançamento do novo disco, para saber mais sobre este novo trabalho da banda portuguesa, após uma pausa de três anos.

“Outras Histórias” é o quarto disco de originais dos Deolinda após uma pausa de três anos. Ao ouvir este álbum, percebe-se que é um trabalho vosso, mas diferente daqueles que nos têm vindo a apresentar. Como é que surge este disco?

O disco surge após três anos do “Mundo Pequenino”, foi um período em que nós os quatro tivemos várias experiências musicais extra Deolinda, um período também de preparação para um disco que fosse também como os outros foram, mas que fosse mais um reflexo do nosso tempo, um disco contemporâneo, um disco que soasse a Deolinda em 2016. Eu acho que estas experiências musicais foram importantes para isso porque deixaram-nos uma vontade muito grande de fazer este disco, deu-nos mais vontade de voltarmos com mais vontade e acho que essas experiências sentem-se no disco.

Então podemos dizer que temos uns Deolinda mais “atrevidos”, digamos assim, tendo em conta que este novo trabalho é diferente do disco anterior, por exemplo, com novas sonoridades, apesar do cunho “Deolinda” estar bem presente…

Essa é a nossa preocupação principal, que neste exercício de abrir novos caminhos, novas portas, de tentar ir um pouco mais longe que a identidade não se perca. Isto é o que torna o processo dos discos mais demorados, é sentir onde ainda estamos a ser Deolinda e onde passamos a fronteira e quando a passamos, sentimos que não é um bom caminho e voltamos atrás, por isso, mesmo que se sinta algum arrojo ou um ritmo diferente nestas novas canções, a assinatura da Deolinda está lá sempre presente.

Vocês lançaram este disco em primeira mão nos serviços de streaming e só depois em formato físico. Porquê esta opção?

Bom, isso foi uma ideia concertada com a editora também. Eu acho que as coisas já passam todas por aí, são canais que se calhar que o público está mais ligado. Eu acho que o formato físico já não é o formato principal para uma grande parte do público.

“Outras Histórias” conta de facto outras histórias dos Deolinda ou é quase como que uma afirmação de que “Nós somos os Deolinda mas com algo novo e diferente para os fãs”?

Também, eu acho que isto só dá gozo se tiver risco, não só na música mas em tudo na vida. Experimentaram-se sons diferentes mas quem nos conhece bem, mesmo dos discos anteriores, comparando de disco para disco, houve diferenças significativas, mesmo na apresentação. Lembro-me, fazendo um paralelismo com os discos anteriores, o primeiro single do “Canção ao Lado” foi “Fado Toninho, do segundo disco foi “Um Contra o Outro” que é muito diferente da linguagem visual “Fado Toninho”, do terceiro disco foi “Que Seja Agora” que é também muito diferente do “Um Contra o Outro” e neste disco é “Corzinha de Verão” que é, por sua vez, bastante diferente do “Que Seja Agora”. Por isso, o importante é manter uma identidade musical a nível da forma como as histórias são contadas, do mesmo olhar contemporâneo, duma identidade musical que mesmo fazendo alterações se perceba um gesto artístico semelhante entre eles, isso é um desafio.

“Outra Desgraça” era o título que tinham escolhido primeiro para este novo trabalho. Como é que passa de “desgraça” para “histórias”?

Nós tivemos muita muita dificuldade em batizar este disco. Ainda faltavam duas semanas para o disco ir para a fábrica, já estávamos a fechar a artes gráfica e ainda não tínhamos nome. Já estávamos exaustos na busca do título, já tínhamos experimentado uma série de nomes mas havia sempre alguém que não gostava ou achávamos que não era certeiro, então arranjámos o “Outra Desgraça”, tipo “já que isto está a correr tão mal olha fica o nome” e pronto, dava-nos algum gozo imaginar como seria a promoção do disco: “Deolinda editam “Outra Desgraça””, mas depois apareceu este “Outras Histórias” e eu acho que acaba por funcionar também como fio condutor do disco, tem esta questão do “outras” que remete para qualquer coisa, para uma coisa nova.

Manel Cruz (Ornatos Violeta) e Riot (Buraka Som Sistema) colaboram convosco em “Desavindos” e “A Velha e o DJ”, como surgiu esta oportunidade e porquê? Até porque são dois artistas bastante diferentes…

Tem sido assim sempre, nós fazemos os arranjos consoante as canções e as canções já pedem qualquer coisa. O “Desavindos” já nasceu como um dueto, é um casal desavindo, um diálogo, por isso pedia a participação masculina e nós já ouvíamos a voz do Manel nessa canção, então convidámos-lo e ele acedeu e acho que ficou muito muito bonito. Acho que a voz dele é a voz perfeita para o tema e a interpretação foi belíssima. Na “Velha e o DJ” com o Riot, o próprio título da canção já fala do DJ, nós sentimos que aquilo precisava de uma batida eletrónica por trás. Estávamos em processo de arranjos e fomos ao Festival F em Faro, cruzámos-nos com o Riot, falámos da vontade comum em fazer qualquer coisa juntos e surgiu a oportunidade e está feito. Esta canção é muito divertida e o que o Riot trouxe dá-lhe uma graça especial.

A partir de agora a Deolinda vão passar a contar-nos outras histórias?

Eu acho que a Deolinda sempre nos contou outras histórias, o que tentámos foi que ela fosse consonante com o tempo. Em 2008 ela contou a história do “Canção ao Lado”, se nós contássemos as mesmas histórias hoje, a nível musical iam ser diferentes, isso foi sempre a nossa preocupação, que as historias da música fossem pertinentes com o tempo em que se estão a viver.

Entretanto, vão iniciar a digressão de promoção deste novo disco…

Vamos começar com concerto em dose duplo em Vila Nova de Famalicão a 26 e 27 de fevereiro, depois seguem-se concertos em auditórios até ao verão e no verão concertos ao ar livre.

Para terminar e resumindo, como definem “Outras Histórias”?

É o olhar da Deolinda em 2016, o mesmo crítico, cronista que nos dá um olhar especial,  contando também com a experiência e maturidade da banda a tentar também ser consonante com o tempo e ser atrevido como a Deolinda é, é o BI deste disco.

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