Depois do lançamento do seu primeiro EP a solo, “Camomila”, André Júlio Teixeira fala-nos sobre esta nova experiência e o conceito por detrás de de Turquoise.

Multi-instrumentista, formado em música e teatro, André Júlio Teixeira, o homem por detrás de de Turquoise, apresenta a sua primeira criação editada a solo e nós estivemos à conversa para o conhecer melhor.

Palco das Artes: Para quem não te conhece ainda, quem é André Júlio Teixeira?

André Júlio Teixeira: Sou natural de Vila do Conde, onde vivi até aos meus 20 anos. Comecei a estudar Guitarra aos 10 anos de idade. O meu percurso escolar foi turbulento no ensino obrigatório. Hoje vivo bem com isso mas considero que perdi muito tempo a aprender inutilmente. O ensino em geral no nosso país está umas décadas atrasado. Ainda se usam dogmas do tempo do Salazar. Felizmente sempre fui mantendo paralelamente o estudo da música e das artes plásticas.

Estudei depois, saxofone, percussão clássica e bateria. Dos 14 até aos 23 anos de idade tive perto de 20 bandas, sendo membro fundador de mais de uma dezena delas. Mas tarde descobri o Teatro, o que me alavancou a possibilidade de estudar na Esmae – Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo. Aí profissionalizei-me nos estudos de Teatro, e paralelamente desenvolvi novos projetos de música também. Trabalhei com diversas companhias de teatro em todo o país, como actor, cantor, músico e compositor. Hoje divido o meu tempo entre França e Portugal, com projetos desenvolvidos em ambos os países sempre envolvendo a música, o teatro, o cinema e artes performativas em geral, e tenho tido o privilégio de conhecer o mundo a fazê-lo. Posso dizer aos 30 anos de idade, que sou uma pessoa realizada e feliz. Muito mais está para vir!

PdA: de Turquoise, qual a simbologia por detrás deste pseudónimo?

AJT: Duas razões. Pela cor azul turquesa, símbolo de plenitude. E do Francês, por ser uma cultura que foi e continua a ser uma força motriz que me emancipa enquanto Artista.

PdA: Quais são as tuas principais fontes de inspiração, influências…?

AJT: Na música, hoje, há uma imensidão. Desde novo, tive bandas de Punk Rock, Grunge, New Metal, Rock progressivo, Funk & Soul, Jazz, World Music. Hoje tudo isso faz parte de mim. Tudo me inspira. Tenho uma preferência hoje em dia, para o universo do Jazz, pela complexidade e abrangência que oferece enquanto música. A riqueza rítmica e harmónica é infinita, é a melhor escola, quando aliada a tudo o resto. Como guitarrista desenvolvi muito nos últimos anos o fingerstyle e mantenho-me activo no estudo da música clássica, flamenco, Folk, Bossa nova, Jazz, entre outros.

PdA: Um homem e uma guitarra, onde pensas que de Turquoise vai chegar e qual o estatuto que pretendes alcançar?

AJT: Não sei onde vou chegar, e acho que a piada de continuar em frente é precisamente a de não saber. Mas se imaginar um futuro, penso numa estabilidade financeira (óbvio), e uma casa na montanha, com um alpendre com vista para o horizonte.

PdA: “Camomila” é o teu mais recente EP, o que nos podes dizer sobre ele?

AJT: “Camomila” foi a alavanca para “de turquoise”. Estou muito agradecido à MEMO por me ter impulsionado neste sentido. É o primeiro EP lançado a solo. Eu como autor sou suspeito, no que poderia dizer sobre isto. Há um lado muito pessoal, de descoberta, de erros e fragilidades. De a cima de tudo, aprendizagem. É o primeiro de muitos. O que me podem dizer vocês sobre ele?

PdA: Já há datas de apresentação?

AJT: Até ao final de 2017, no mês de Dezembro, vou estar dia 7 no Maus Hábitos, Porto, dia 8 no Café Schmits, Póvoa de Varzim, dia 16 no CCOB, Barcelos. Em Janeiro há um tour por França, onde vou estar em cidades como, Clermont Ferrand, Toulouse, Paris, entre outras.


Entrevista: Mónica Ferreira

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