Depois dos Linda Martini, foi a vez da dupla Chairlift subir ao palco principal do NOS Primavera Sound e arrecadar mais um punhado de fãs (ou não).

Ainda com a energia dos Linda Martini no ar, foi um pouco complicado para o público começar a assimilar o synth pop dos Charlift mas à medida que nos brindavam com temas dos seus  primeiros dois discos, a plateia foi-se rendendo e deixou-se encantar pelo canto da sereia, que é como quem diz: pela voz de Caroline, e embalou-se ao som das canções do duo.

Caroline Polachek tornou a mostrar à Invicta que voz não lhe falta e foi jogando as cartadas vocais enquanto se passeava pelo Palco NOS mas, mais ou menos a partir de meio do concerto, o público começou a dar corda aos sapatos e partiu para outros pontos do festival. Esta foi a altura em que a dupla começou a apresentar mais à séria “Moth”, o seu mais recente disco lançado em janeiro deste ano. Ainda houve quem voltasse atrás assim que soaram os primeiros acordos de “Ch-Ching” para se render aos Chairlift.

Patrick estava mais energético do que todos os outros. A sua vivacidade contrastava com o ritmo das canções escolhidas para o alinhamento deste concerto. Contudo, e tédio à parte, “Song to the Siren”, um tema escrito por Tim Buckley e Larry Beckett que, por sua vez, foi popularizado por This Mortal Coil, fez o Parque da Cidade vibrar.

O NOS Primavera Sound não foi o palco mais acertado para o duo de Brooklyn apresentar “Moth” é certo mas, contrariamente ao que fora dito por muitos, só o Palco NOS faria sentido para uma banda como os Chairlift.

Texto: Mónica Ferreira

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