Este sábado, 5 de novembro, às 18h, o Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, inaugura uma nova exposição, “Questionamento”. Uma mostra que junta 14 jovens artistas ibéricos convidados a desconstruir, enfrentar e questionar o território e a sociedade.

O ato de questionar é a mais pura materialização da curiosidade. Na nossa infância somos orientados pelo ‘porquê’ e pelo ‘como’. Questionamos a realidade das coisas materiais e imateriais, na tentativa de estabelecer uma relação de causa/efeito entre o que vemos e o que sentimos. Ao manter esta capacidade de questionar a realidade, com uma atitude ativa e crítica, o indivíduo pode torna-se um elemento útil para a evolução cultural, social e comunitária e daí nasce “Questionamento”

É a partir da prática continuada de questionar a realidade que surge o programa “Questionamento”, apresentado ao longo de seis meses na Sala de Arte Joven de Madrid como vencedor do programa Se Busca Comisario, e que agora chega ao Centro Cultural Vila Flor, numa parceria com a Comunidad de Madrid.

Esta exposição procura transformar o espaço expositivo num laboratório que incite a formulação de novas visões e leituras em torno de relevantes temas socioculturais, através de um modelo curatorial que espelhe de forma clara o pensamento de uma nova geração de artistas.

Com a implementação de um modelo curatorial colaborativo procura-se chegar ao verdadeiro poder da arte, que se pode resumir ao “triplo poder de representar, transcender e agir sobre os imaginários e a sociedade com que as obras atravessam as histórias culturais de patrimónios e pedagogias, idolatrias da arte e iconoclastias, convenções e subversões”.

De forma a ir além da mera tradução intersemiótica, em “Questionamento” procura-se explorar a polissemia dos dois conceitos propostos, território e sociedade, já que os mesmos possuem uma possível leitura social, económica, política, geográfica, entre outras. Estes dois conceitos permitiram que tanto artistas como visitantes revisitassem o passado, problematizassem o presente e colaborassem no processo construtivo de um futuro coletivo ainda por definir. Este ponto é fundamental para a compreensão da utilidade deste projeto, já que atravessa um período de «desaparecimento do sentido da história», resultado do sistema social contemporâneo, que «começou a perder, pouco a pouco, a sua capacidade de reter o próprio passado e a viver num presente perpétuo».

A exposição apresenta trabalhos dos artistas Ana Catarina Pinho, André Alves, Andrés Pachón, Bel Fullana, Carlos Valverde, Dalila Gonçalves, Elena Lavellés, Irene Grau, Lois Patiño, Ollala Gómez, Sérgio Carronha, Teresa Solar Abboud, Tiago Baptista e Tiago Casanova, e poderá ser visitada de terça a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00, até ao dia 14 de janeiro de 2017.

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