Os Cage de Elephant tomaram de assalto o Coliseu do Porto esta segunda-feira e contagiaram todos com o seu rock. A primeira parte do espetáculo ficou a cargo dos Twin Peaks.

São Pedro não deu tréguas às centenas de fãs que estavam às portas do Coliseu do Porto esta segunda-feira, sedentos do rock dos norte-americanos Cage The Elephant. Com cerca de uma hora de atraso, as portas abriram-se e ninguém conseguiu acalmar os ânimos e mal se ouvia o “bip” da validação do bilhete, desatavam numa correria rumo à primeira fila.

Os Twin Peaks foram os primeiros a pisar o palco do Coliseu nesta noite chuvosa e aqueceram a plateia com as suas sonoridades. Uns miúdos, vindos de Chicago que não conseguiam parar um segundo, que estavam ali dedicados a proporcionar-nos cerca de meia hora de preparação para a banda que se seguia.

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Sem grandes demoras, assim que terminou a atuação dos Twin Peaks, apressaram-se as montagens do cenário, instrumentos e afins para os Cage The Elephant. Com uma casa praticamente lotada – ou não tivesse o espetáculo sido mudado do Hard Club para o Coliseu – aos gritos, ansiosa, a banda de Matthew Shultz não esperou muito e começou logo a abrir a rebentar com tudo e todos.

Os norte-americanos trouxeram até à Invicta “Tell Me I’m Pretty”, o seu mais recente disco lançado em dezembro passado, mas isso nem foi motivo para que o público não estivesse tão à vontade e/ou não conhecesse as letras. Em “Cry Baby”, um dos momentos mais excitantes da noite, as diferentes gerações que convergiam ali juntaram as suas vozes à de Matthew, tornando este “no” concerto. Já era conhecida a energia que a banda norte-americana espalha por todos os sítios que passa e aqui já sabíamos que não seria exceção.

Em “Too Late to Say Goodbye” ou até em “Cold, Cold, Cold”, apercebemo-nos que este é um espetáculo em crescendo, que a energia não amaina, que é impossível parar seja por um segundo. A verdade é que eles também nos provocam, e de uma forma bastante agradável. A interação com o público está sempre presente quer através de palavras ou de atos como o de se dirigirem às primeiras filas e deliciarem os fãs.

Mas nem só de material novo se fez o espetáculo. “Melophobia” esteve presente com as míticas “Spiderhead” e “CigaretteDaydreams” que despertaram o louco que havia dentro de cada um de nós. Camisolas no ar, como se de bandeiras tratassem, Matthew aos saltos, tudo e todos num alvoroço incontornável garantindo que, pelo menos estes dois momentos, ficariam gravados na memória de cada um de nós.

Para terminar a noite em beleza, os Cage The Elephant trouxeram-se “Jane’s Last Dance”, um original de Tom Petty, numa interpretação diferente onde temos Shultz acompanhado de uma harmónica, seduzindo-nos, pondo-nos completamente KO.

Matthew Shultz confessou-nos que a sua passagem pelo Norte de Portugal foi uma grande experiência e não deixou de cobiçara possibilidade que temos em acordar todos os santos dias num cenário como só o Porto consegue ter. E pronto, lá saímos de ego cheio, completamente esgotados mas ainda com a adrenalina a correr-nos pelo corpo.

Cage The Elephant

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Texto: Mónica Ferreira

Fotografias: Bruno Ferreira

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