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Berlinale: João Salaviza, Salomé Lamas e Diogo Costa Amarante na competição de curtas-metragens

Berlinale
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As curtas-metragens “Altas Cidades de Ossadas” de João Salaviza, “Coup de Grâce” de Salomé Lamas e “Cidade Pequena” de Diogo Costa Amarante foram selecionadas para a 67ª edição da Berlinale – Festival Internacional de Cinema de Berlim, que terá lugar entre 9 e 19 de fevereiro na capital alemã.

Os três filmes, distribuídos pela Agência da Curta Metragem, integram a competição Berlinale Shorts concorrendo, juntamente com 23 curtas de 19 países diferentes, ao Urso de Ouro e Urso de Prata.

Altas cidades de ossadas” é o mais recente trabalho de João Salaviza, realizador que regressa a Berlim após ter conquistado o Urso de Ouro na edição de 2012. A curta-metragem, produzida pela Terratreme Filmes e que será apresentada em estreia mundial, conta a história de Karlon, nascido na Pedreira dos Húngaros, pioneiro do rap crioulo que fugiu do bairro onde foi realojado. “Altas Cidades de Ossadas” é um tateio inquisitivo e imaginativo às suas memórias, ao cerco institucional, e às histórias submersas de um tempo sombrio.

Coup de grâce” (produção de O Som e A Fúria) de Salomé Lamas, segue Leonor que volta de viagem num dia em que o seu pai Francisco já não a esperava. No espaço de 24 horas vivem uma realidade alucinada, conduzida, em crescendo, pela inquietação de Francisco num registo de aparente normalidade. O filme será também apresentado no festival alemão em estreia mundial.

Cidade pequena” de Diogo Costa Amarante acompanha Frederico que, em setembro, aprende na escola que as pessoas têm cabeça, tronco e membros, e que se o coração pára morrem. Em outubro, a mãe apercebe-se que ele está a crescer, que as estações correm indiferentes ao ritmo lento de uma pequena cidade. A ficção de 20 minutos estreou em julho de 2016 no 24º Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema.

Trata-se de uma presença extraordinária da produção nacional na competição de curtas-metragens da Berlinale, que o próprio festival destaca em comunicado, e que conta, ainda, com um quarto filme português a concurso: “Os Humores Artificiais” de Gabriel Abrantes.

“Uma imagem preconcebida, uma noção clichê de algo ou alguém, só pode alterar a sua forma se a minha própria visão das coisas se expandir para incluir uma nova perspectiva. Todos os filmes selecionados para o Berlinale Shorts 2017 têm em comum o fato de convidarem a um recalibrar da sua própria percepção”, comenta a curadora Maike Mia Höhne em referência ao programa deste ano.

O júri desta competição é composto por Christian Jankowski, artista e professor alemão, Kimberly Drew, curadora, escritora e gestora de redes sociais do Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque, e o chileno Carlos Núñez, programador de festivais de cinema e produtor de filmes.

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