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Amon Amarth: O Musical do Metal

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O Coliseu do Porto acolheu esta quinta-feira uma espécie de Musical do Metal com Grand Magus, Testament e Amon Amarth. A Invicta foi inundada por gente sedenta do verdadeiro Metal.

Eram perto das 20h quando os aficionados do Metal, oriundos de várias partes do país e do mundo, começaram a entrar no Coliseu do Porto para garantirem o melhor lugar para os cabeças de cartaz desta noite: os Amon Amarth.

A primeira banda a subir ao palco do Coliseu foram os suecos Grand Magus que fizeram a delícia dos presentes durante cerca de meia hora com o seu Heavy Metal. Quem não conhecia passou a conhecer e saiu de lá fã.

Grand Magus

Seguiram-se os Testament e, nesta altura, a casa já estava meio gás e com as pessoas a chegarem num passo apressado. Não, não era só para terem “um lugar ao sol”, mas sim para levarem com o Trash Metal dos norte-americanos. A sala estava repleta de energia e assim que os músicos começaram a subir ao palco começou tudo aos gritos. Um concerto apoiado essencialmente no seu último disco, “Brotherhood Of The Snake” mas que nem por isso foi motivo para não se saberem as letras.

Foi a primeira vez, até então, que vi uma plateia a delirar completamente com uma banda de abertura, especialmente assim que se ouviram os primeiros riffs de “Into The Pit”. Entrou tudo em delírio e deram-se início aos moches, headbangers e demais crowsurfing que acabavam mesmo na frente no palco com os seguranças a darem apoio e a encaminhar os fãs para a saída.

O público era composto por várias gerações, sendo que os mais velhos estavam em maioria. Ainda que houvessem lugares sentados, as cadeiras não eram necessárias. A razão de tal escolha deve-se ter dado para ficar num patamar mais elevado e poder assistir de forma mais tranquila aos concertos. Contudo, a tribuna teve lugar também para abanar o capacete e os cabelos ou não tivesse Chuck Billy aquela capacidade inata de nos cativar e puxar por nós. Resistir? Impossível!

Assim que os Testament saíram do palco e deram por encerrada esta segunda ronda, todos se apressaram a irem até ao bar para se abastecerem e fazer uma pausa. Afinal de contas, estes concertos puxam muito por nós não só fisicamente como psicologicamente. Tudo recomposto, estava na hora de voltar à sala e esperar pelo espetáculo final.

Testament

Pouco depois das 22h, com o Coliseu completamente às escuras, o povo começou todo a gritar por Amon Amarth e eis que se foi fazendo luz. Com o baterista a ser o primeiro a aparecer, os restantes membros foram entrando e o público começou a demonstrar logo o seu apreço pela banda com grandes ovações. Do nada estávamos num cenário Viking e aqueles “guerreiros” iam-nos atacar com o seu Viking Metal.

O espetáculo arrancou com “Pursuit of Vikings”, um dos temas mais famosos dos suecos que colocou logo todo aquele leque de gerações a cantar numa só voz. Johan Hegg atirou-nos logo com um sorriso e foram várias as vezes que se dirigiu a nós para nos agradecer na língua de Camões e para nos perguntar se estávamos bem. Pois claro que estávamos. Um espetáculo destes não é fácil de ver, não é fácil de sentir.

A partir daqui foi sempre a abrir e sempre a subir até ao final do concerto. Se até então as pessoas até se tinham ficado por uns “ligeiros abanões”, deu-se início aos verdadeiros Circle of Death. Algumas das pessoas que estavam nas laterais desataram logo a correr para o meio dos círculos que rebentariam em verdadeiros moches. Contudo, e em paralelo, ainda havia um ou outro corajoso que se aventurava nos braços dos demais fãs para viajar pela plateia, rumo ao palco.

Se Amon Amarth fossem um barco, nós éramos sem dúvida um mar revolto que o abraça com ondas de energia e agitação corporal. O alinhamento para este concerto foi bem escolhido, apoiado em grandes clássicos como “Death in Fire”, “Runes To My Memory” ou até “Guardians of Asgaard” e também em “Jomsviking”, o seu último registo lançado este ano. “Raise Your Horns” e “First Kill” foram outros dos momentos altos da noite. Ao longo do espetáculo o cenário foi mudando e o palco foi invadido por várias personagens vikings que complementavam todo o cenário. Arriscaria a dizer que foi um musical que, em vez das melodias harmoniosas e “fofinhas”, consagrava o melhor do Metal.

Quinta-feira, dia 10 de novembro, ficará marcado na memória de todos os que se dirigiram ao Coliseu do Porto para assistir a uma verdadeira mistura agradável de cerveja, Metal e história.

Amon Amarth


Texto: Mónica Ferreira

Fotografias: Bruno Ferreira

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