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É isso aí Ana Carolina!

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Depois de Lisboa foi a vez da Invicta receber Ana Carolina. Este domingo, a artista brasileira deixou o Coliseu do Porto completamente rendido à sua música.

Ainda faltavam algumas horas para o concerto de Ana Carolina e a frente do Coliseu do Porto já estava povoada por aqueles que não queriam perder nem um minutinho do espetáculo.

Passavam cerca de 15 minutos das 22h quando as luzes do Coliseu se apagaram e, depois da já habitual introdução, Ana Carolina juntamente com toda a equipa da Sala, prestam a sua profunda consternação pela tragédia em Pedrógão Grande. Todos aplaudem e supostamente seguia-se um minuto de silêncio. Supostamente porque o público não conseguiu perceber isso e preferia estar a gritar pela artista e aos assobios. Adiante.

O espetáculo arrancou com “Pole Dance” e o público ficou logo com o brilhozinho nos olhos assim que miraram Ana Carolina. Seguiram-se mais algumas canções e fala-nos do livro que lançou há pouco tempo e declama-nos um poema seu, “Boa Noite Águeda” e um de José Luís Peixoto.

Ela não fala muito connosco. Não é de grandes interações. Está ali para cantar e tocar, para nos desarmar com as suas letras e foi exatamente isso que fez. Contudo, e dada a dimensão que a tragédia da última madrugada tem e tomou, quer nacional quer internacionalmente, Ana Carolina não deixou de reforçar que está com o povo português.

Até então o concerto estava morno. Os fãs estavam a apreciar toda a produção, toda a música que três pessoas nos conseguiram dar mas faltava qualquer coisa. Animação? Quiçá. Faltava aquele “sambinha”, aqueles ritmos brasileiros quentes e mexidos, os grandes sucessos que trouxeram toda esta gente aqui esta noite. Calma, muita calma. Eles estavam para vir.

Foi com “Pra Rua Me Levar” que Ana Carolina começou a agarrar o público e teve a primeira ovação de pé. Depois? Depois prendeu-nos ainda mais com “É Isso Aí”. Não houve quem não cantasse, quem não gingasse a cabeça e batesse o pé ao compasso da canção. Até havia um ou outro casalinho mais meloso, mais apaixonado, que aproveitou o momento para trocar juras de amor. Se foi bonito? Muito mesmo.

Leonardo Reis, o verdadeiro homem dos 7 instrumentos, acompanhou Ana com um pandeiro em “Milhares de Samba”. Ele brilhou, ela brilhou, e nós estávamos completamente deliciados com este espetáculo simples e intimista.

Mas ainda não tinham desfilado todos os grandes êxitos (ou pelo menos aqueles que queríamos ouvir). “Eu Sei que Vou-te Amar”, cantou-nos ela e nós a ela. Uma verdadeira troca de juras de amor entre fãs e artista que deixou tudo e todos de sorriso de orelha a orelha. Ah! Sabe bem ser brindado com estas canções, com estas emoções que desfloram uma noite de domingo.

Ela diz-nos “O Meu Sangue Ferve” e nós fazemos “Sinais de Fogo” por entre uma “Erva Venenosa” e “Rosas”, que junta as primeiras filas na frente de palco. Dançaram, cantaram, ali com Ana Carolina e uns fãs ainda lhe ofereceram um ramo de rosas vermelhas.

Outro momento alto desta noite foi com “Garganta”. As cadeiras ganharam molas e ninguém parou de “levantar o pé do chão”, dar à anca e ainda acompanhar a brasileira com aplausos. Parecia não acabar e não queríamos de facto que acabasse.

Sabíamos que estávamos mesmo na reta final e que esta seria a sua carta de despedida. Seria porque ela não nos queria deixar naquela inquietação. Todos pediam mais, precisavam de mais e, depois de saber se era possível, dá-nos “Elevador (Livro de Esquecimento)”. Aqui, mesmo na fase final da canção, desce ao público e distribui um punhado de selfies, beijos e abraços. O povo português gosta muito dela.

A noite de domingo no Coliseu do Porto fez-se na companhia de Ana Carolina. Com apenas meia casa aberta ao público, estava repleta de fãs “ferranhos” da multifacetada artista brasileira que vibraram do início ao fim e ainda, mesmo depois das cortinas se fecharem e da canção bónus, não arredavam pé da frente de palco a pedir mais e mais.

Para acederes à galeria completa clica aqui.


Texto: Mónica Ferreira
Fotografias: Bruno Ferreira

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