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“A series of Unfortunate Events” uma produção afortunada da Netflix

A series of Unfortunate Events
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“A series of Unfortunate Events”, uma adaptação de Lemony Snicket com o cunho da Netflix tem estreia marcada para 13 de janeiro. É uma série engraçada, fiel, imaginativa, que nos prende ao ecrã logo nos primeiros instantes.

“A series of Unfortunate Events” conta a história de Violet, Klaus e Sunny Baudelaire, três irmãos bastante inteligentes e engenhosos que perdem os pais num incêndio misterioso que destrói por completo a sua casa. Felizmente os pais asseguraram o futuro dos filhos ao criarem um fundo que só poderá ser manuseado quando Violet, a mais velha do trio, atingir a maioridade mas nem tudo é e será um mar de rosas.

Na verdade não é a primeira vez que tentam adaptar esta história para o cinema/TV. A primeira tentativa saiu um pouco falhada pelo que, quando foi noticiada esta nova aposta da Netflix, tudo e todos ficaram bastante relutantes. Para quem já leu os livros, sabe que se trata de uma história repetitiva que nos faz por vezes perder um pouco o Norte mas, até então, o serviço de streaming de vídeo online está a ganhar.

Cada dois episódios da série relatam um livro, o que significa que a produção pode aprofundar mais a história, apostar em novas escolhas. Assim, “A series of Unfortunate Events” oferece algo novo e interessante para todos os que não estão familiarizados com o universo de Snicket ao mesmo tempo que desabrocha em alegria e surpresas para os que passaram grande parte da sua infância/adolescência de volta dos livros em busca de pistas, sugestões e/ou outras coisas que tenham sido perdidas.

É um fã dos livros? Conhece a história mais ou menos? Pois então esta será a série que o vai prender ao ecrã e só vai conseguir descolar quando acabar a maratona de temporadas.

Quiçá devido ao forte envolvimento de Daniel Handler, que escreveu os teleplays para os quatro primeiros episódios que nos foram disponibilizados e que são a base desta nossa opinião. Aqui não há nada inventado só para preencher o tempo de cada episódio, toda a trama é pensada, tem vários ajustes mas fiel ao espírito da sua fonte, algo que o filme acabou muito por não fazer. O diálogo, o cenário teatral, o facto da série não ter medo de escurecer e abordar os temas, são alguns dos pontos mais favoráveis da série.

No primeiro livro existem diversas situações peculiares e perturbadoras: desde o plano de Conde Olaf casar com Violet, de catorze anos, tudo para conseguir meter as mãos na fortuna dos Baudelaire, ao estalo que dá a Klaus. Todas estas situações estão na série e são tão perturbadoras e pesadas como devem ser mas que, de quando em quando, são assaltadas por momentos de humor e diversão que nos fazem respirar no meio deste ambiente pesado. Contudo, estes momentos mais alegres estão carregadinhos de mensagens subliminares, muito ao jeito de “a brincar a brincar, dizem-se as verdades”.

Neil Patrick Harris é o vilão da série. É ele que veste a pele do terrível Conde que se acha um grande ator de teatro quando na verdade não o é, por mais que ele acredite nisso. Na verdade, ele não passa de um homem bastante perigoso, um assassino e pirómano. Todos nos lembramos de Neil nos mais caricatos papéis e é esse seu lado humorísticio envolto numa escuridão que lhe dá destaque quando comparado com Jim Carrey na mesma personagem. Podemos rir mas e o medo? Esse está sempre lá.

 Malina Weissman e Louis Hynes interpretam irrepreensivelmente os papéis de Violent e Klaus respectivamente, não esquecendo K. Todd Freeman, como inepto banqueiro Sr. Poe com o seu ar muito entendido no assunto quando no fundo o que quer é uma promoção.

Se no filme optaram por um narrador em off, aqui temos a personagem de Warburton, uma espécie de detetive, que passeia entre cenas para nos comentar o que está a acontecer. As suas falas são repletas de ironia e alguns flash back repletos de melancolia e tristeza. Ele é, de facto, um dos personagens mais importantes da série.

Esta nova produção milionária da Netflix tem tudo para correr bem. Souberam, até então, adaptar a história ao pequeno ecrã, os detalhes, os cenários e os próprios atores parecem escolhidos a dedo. Isto tudo converge num resultado final bastante apetecível.

Como é que a série vai ser recebida? É esperar para ver mas uma coisa é certa, ninguém vai ficar indiferente.

“A series of Unfortunate Events” estreia na Netflix esta sexta-feira, dia 13 de janeiro.

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