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3, 2, 1… E o NOS Alive 2017 já arrancou!

NOS Alive
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Arrancou esta quinta-feira mais uma edição do NOS Alive. O Passeio Marítimo de Algés será o palco de artistas e festivaleiros durante três longos dias.

As portas do NOS Alive 2017 abriram às 15h e a fila já ia longe. Gentes vindas de várias partes do mundo, amontoaram-se ali mesmo à entrada para serem os primeiros a pisarem o recinto e fazerem o reconhecimento do perímetro.

Os primeiros concertos estavam agendados para as 17h mas, até então, as pessoas passeavam-se pela zona da restauração, pelos expositores das diversas marcas presentes no festival em busca de um ou outro brinde e de arranjarem o spot ideal para a selfie perfeita.

Pelo Palco NOS, havia gente deitada a aproveitar a tarde solarenga de quinta-feira e já guardavam lugar para os cabeças de cartaz desta noite: Alt-J, The XX e The Weeknd. Os portugueses You Can’t Win, Charlie Brown, ficaram encarregues das honras da casa e abriram o primeiro dia do festival por estas bandas.

Mas mesmo antes dos espetáculos começarem, houve quem aproveitasse todo este cenário do NOS Alive para contrair matrimónio. Algo incomum mas que irá ficar gravado na memória quer dos próprios noivos, quer daqueles que serviram de testemunha a esta demonstração de amor.

Por volta das 19h – mais coisa menos coisa – o Palco NOS foi tomado de assalto pelos Alt-J. Eles que estiveram por estas bandas em 2015, retornaram a terras lusas com “An Awesome Wave” (2012) e “This is All Yours” (2015), os dois discos responsáveis pelo salto para debaixo das luzes da ribalta e que lhes garantiu o título de uma das bandas de rock alternativo mais aclamadas dos últimos tempos.

Eles são de poucas conversas, sobem ao palco para nos darem música e apenas isso. Foi uma forma morna de abrir o cartaz internacional apresentado para esta noite mas a intensidade prometia aumentar.

Depois de uma abertura internacional meia morna, chegou a vez dos Phoenix subirem ao palco e partirem a loiça toda. Se até então quase todas as canções eram baladas ou até mesmo canções de embalar, com os franceses a história foi outra.

Era impossível parar com o alinhamento que nos trouxeram que abrange quase toda a sua carreira e onde foram contemplados os verdadeiros êxitos e aqueles temas que os tornaram conhecidos entre o público.

Thomas Mars não para, nem nos deixa parar. No final da atuação, destemido, mergulhou e navegou pelos braços dos fãs até uma plataforma para ele nos dar música assim bem pertinho de nós. Vamos dormir? Não com eles. Estamos verdadeiramente preparados para os espetáculos que se seguiam, essencialmente para aqueles que aconteciam mais ao lado no Palco Heineken.

Por volta das 22h, naquele que é considerado o segundo palco principal do festival, o Palco Heineken, subia ao palco Ryan Adams que trouxe até Algés o seu mais recente disco lançado em fevereiro passado, intitulado“Prisoner”. Este mais recente trabalho conta com uma dúzia de canções todas escritas durante o seu processo de divórcio com a atriz Mandy Moore.

O recinto estava cheio, com pessoas sempre num corre-corre, num dentro e fora infernizante, muitos deles em busca de um lugar lá mais à frente para vibrar com a energia do músico.

The XX, os verdadeiros embaladores do NOS Alive. Os britânicos vieram até Portugal para nos atirarem com as suas melodias melancólicas e foram também uns dos mais aplaudidos da noite, com direito a cartazes e reais declarações de amor. Este concerto centrou-se essencialmente em “I See”, o último disco da banda lançado no início do ano mas o trio não hesitou em dar um pulo até ao passado e brindar-nos com os seus temas mais conhecidos.

Este trio não é de fácil absorção, não é para qualquer um e não é qualquer um que consegue assimilar todo o espetáculo sonoro que nos atiram mas, verdade seja dita, a energia contagia, as expressões emocionam e há um incentivo de liberdade qualquer escondido em uma ou outra letra.

Se o concerto estava a ser especial e agradável para os milhares de fãs que estavam ali mesmo em frente ao Palco NOS, para Romie Madley Croft também o estava e aproveitou para dedicar a última canção do alinhamento preparado para esta noite, “Angels”, à sua noiva.

O dia foi longo, muita música sempre cheia de animação mas os reis da noite foram os Royal Blood. Vindos do Reino Unido, Mike Kerr (baixo) e Ben Thatcher (bateria) trouxeram ao NOS Alive 2017 o seu mais recente longa duração que desde logo conquistou os fãs.

O duo ainda não tinha subido ao Palco Heineken e o público já gritava por eles. Os muitos jovens (e não só) que vieram esta quinta-feira até ao Passeio Marítimo de Algés pediam rock e foi isso que esta dupla lhes deu.

Um concerto onde energia não faltou e contou com uma casa, que é como quem diz, uma tenda, a rebentar completamente pelas costuras enquanto que, pelos lados do palco principal os ânimos estavam mornos.

O primeiro dia do NOS Alive fechou com a atução de The Weeknd no Palco NOS. O canadiano abriu o espetáculo com “Starboy” e com o povo todo a cantar numa só voz e a dançar. Durante todo o concerto os fãs vibraram com os grandes hits do cantor. A dada altura, assim quase para o final da atuação, o público foi-se dispersando pelos restantes stands do recinto e muitos rumaram mesmo à saída do festival.

Para os aficionados de The Weeknd até pode ter sido um bom concerto mas a verdade é que, apesar de ser dotado de uma energia quase inesgotável, deixa-nos muito a desejar quando comparado com as versões a que estamos habituados a ouvir seja na rádio seja nas plataformas de stream.

O NOS Alive prossegue esta sexta-feira e sábado, dias 7 e 8 de julho no Passeio Marítimo de Algés.


Texto: Hugo Sousa
Fotografias: Arlindo Camacho e Hugo Macedo | NOS Alive

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